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Fotos: Mauricio Antonio Edição de imagens: Carla Oliveira

A neta do Seu Baltazar. Um brasiliense que não largava a viola e a sanfona. Começou o gosto pela música aos quatro anos de idade em Brasília, sua terra natal. Apesar de tranquila, Allana transmite que tem uma personalidade forte, principalmente quando está nos palcos. Eu diria que é uma artista com grande capacidade de conduzir o público.
Há onze anos trabalho com música e sempre percebi que o cenário não aceitava facilmente a mulher no estilo sertanejo. A negação era compartilhada por homens e mulheres, mas isso mudou. E muito. Elas buscam seu espaço e respeito, e olhar para alguém que valoriza sua luta tem sido uma mola propulsora na carreira feminina.


A impressão que tenho é que a Allana está sabendo aproveitar bem isso. Segunda ela, a música “Direitos Iguais” vem como bomba e provoca a hegemonia masculina defendendo a independência e individualidade da mulher. Ela, que está batendo a marca de 10 milhões de visualizações em seu no canal no Youtube, promete muito mais. Além de bela e dona de uma voz marcante, deixa uma forte assinatura como compositora também.

Se alguns pensaram que o momento das mulheres era passageiro, deve repensar, pois no jogo: Brutos versos femininos, o mercado sertanejo pode esperar mais, pois elas escondem boas cartas na manga ainda.