A polêmica dos direitos iguais embalando o sertanejo universitário

Foto: Mauricio Antonio
Edição de imagens: Carla Oliveira

Direitos iguais, de certa forma, vem sendo tema nas músicas do chamado sertanejo universitário. Com a ascensão e sucesso das mulheres no meio, ouve-se embutidas nas canções pequenas pinceladas de provocação como: “se eles podem, nós também podemos”. Sim, as mulheres não querem deixar de expandir seu espaço e demarcarem sua liberdade no território musical, considerando que o cenário está altamente propício.
Já Fiduma e Jeca, conhecidos por sua irreverência, jamais perderiam a oportunidade de darem sua opinião sobre o assunto. Pelo que vejo entre os artistas que trabalho, eles são os melhores para encabeçar essa “briga” de forma divertida e alegre. Confira o refrão da música “Direitos Iguais”:

“Atenção, atenção!
Pesquisa Fiduma e Jeca informa
As mulheres estão bebendo muito mais que os homens
Hey, Cadê os direitos iguais?
Se elas pagam menos
E tão bebendo mais”

Parece que Fiduma e Jeca “acertaram na moda”. Afinal, a canção trata de um assunto que vem crescendo cada vez mais em nível nacional.
No último domingo, o Fantástico da Rede Globo pautou o tema após um advogado paulista entrar com um pedido judicial de igualdade de cobranças, que até então vinham sendo tratadas com parcialidade.
A emissora exibiu a matéria e a polêmica vem crescendo cada vez mais onde a prática diferenciada é feita de acordo com o gênero.
O Ministério da Justiça se pronunciou proibindo a desigualdade de cobranças em casa noturnas.
A maioria dos entrevistados concordam com a decisão. A reportagem ainda ouviu Mario Thadeu Leme de Barros Filho, presidente da Associação da Noite e do Entretenimento Paulista, que também apoia a decisão.
A dupla, que gravou recentemente o seu novo DVD em forma de filme em Maringá, incluiu a música “direitos iguais” no repertório com uma história bem divertida (veja foto-tema do artigo). E em breve você poderá conferir no Youtube.
A direção do DVD é de Jacques Junior.

Bela e Provocante

Fotos: Mauricio Antonio Edição de imagens: Carla Oliveira

A neta do Seu Baltazar. Um brasiliense que não largava a viola e a sanfona. Começou o gosto pela música aos quatro anos de idade em Brasília, sua terra natal. Apesar de tranquila, Allana transmite que tem uma personalidade forte, principalmente quando está nos palcos. Eu diria que é uma artista com grande capacidade de conduzir o público.
Há onze anos trabalho com música e sempre percebi que o cenário não aceitava facilmente a mulher no estilo sertanejo. A negação era compartilhada por homens e mulheres, mas isso mudou. E muito. Elas buscam seu espaço e respeito, e olhar para alguém que valoriza sua luta tem sido uma mola propulsora na carreira feminina.


A impressão que tenho é que a Allana está sabendo aproveitar bem isso. Segunda ela, a música “Direitos Iguais” vem como bomba e provoca a hegemonia masculina defendendo a independência e individualidade da mulher. Ela, que está batendo a marca de 10 milhões de visualizações em seu no canal no Youtube, promete muito mais. Além de bela e dona de uma voz marcante, deixa uma forte assinatura como compositora também.

Se alguns pensaram que o momento das mulheres era passageiro, deve repensar, pois no jogo: Brutos versos femininos, o mercado sertanejo pode esperar mais, pois elas escondem boas cartas na manga ainda.